18° Jaguarão Motofest

Sol, calor, tempo ajudou, evento… bem…

18° Jaguarão Motofest, evento sempre em alto nível, quero dizer, quase sempre em alto nível, bem não vamos entrar de “sola” e vamos iniciar o relato mais de leve, até porque creio que nessa edição o nível estava bem abaixo do normal, não por “relaxamento” da organização e sim por força maior. O estado do Rio Grande do Sul vem passando por uma verdadeira maré baixa, sem dinheiro, e com isso sem condição de fazer um evento ao nível que sempre foi o Jaguarão Motofest, então, depois desta introdução vamos ao relato.

Normalmente, eu, o Marcelo, a Géssica e a Luciane, nos reunimos para discutir a ida e o primeiro item da pauta é a verificação do preço do Dollar… Tchê, é só atravessar a fronteira para o Uruguai e escolher o que vai te levar as nuvens na noite. Todas as marcas de Whisky, Vodka e afins, de destilados à fermentados, infinidade de escolhas, e tudo ao um bom preço. A ida até Jaguarão foi tranquila e sem impercausos, tudo na santa paz, o que é de se estranhar, para nós do MotoEL.

Como em 2016 ficamos em uma pousada, desta vez decidimos ir para avaliar o camping. Para essa decisão, nos baseamos na primeira vez que o Marcelo foi com a Luciane, em 2015, onde o Marcelo ficou no camping. Ele teve uma ótima boa impressão do camping e com o bom relato do Marcelo, tomamos a decisão, arrumamos as barracas nas mochilas e fomos.

Durante a semana fez muito calor e o final de semana não foi diferente, em Jaguarão fazia muito calor, muito mesmo. Depois de devidamente instalado, fomos prestigiar o evento um pouco e logo depois atravessamos para o Uruguai para fazer as compras. As gurias nos perfumes e nós nos destilados. Pegamos duas Stolichnaya na promoção e mais uns latão de RedBull, depois voltamos para o evento, e as más impressões começaram, pois estava bem desorganizado, tinha um pessoal brigando, literalmente, coisa que sempre acontece em evento, uns exageram no corte de giro, outros vão lá para “acabar”. Não havia organização de como as motos ficavam, meio a modo louco, no meio da rua.

O evento acontece no centro do município, na praça, então já não tem muita infraestrutura, e o pessoal “jogou” as motos onde davam, estava bem difícil transitar lá dentro, e não me venha com a desculpa de que não tem como cuidar isso, digo isso pois no Moto Morango, onde as ruas internas do parque é menor, o pessoal do Gira Mundo fica a todo instante orientando os motociclistas a estacionar as motos de tal modo que não prejudique a passagem de pessoas e motocicletas, tudo organizado e direitinho. OK, um ponto negativo, não estragaria a festa.

Aproveitando agora, vou falar da festa, estava muito boa, muito boa mesmo, o palco era excelente e as atrações eram TOP. O alto foi a banda The Travellers, que fez um baita show para o pessoal. O público compareceu em peso, havia um grande público na noite de sábado, onde aconteceu o segundo ponto negativo, BANHEIROS.

Como haviam muitas pessoas, o número de banheiros químicos eram insuficiente, havia fila até para o banheiro masculino, e os que estavam livres estavam completamente imundos. Era tanta “porcaria” no banheiro, que o mal cheiro chegava bem forte nas proximidades do palco, estava muito desagradável mesmo. Na edição de 2016 não estava assim, havia banheiro suficiente e não causaram esse desgosto para o evento. Se ali por perto estava ruim, no camping então, estava muito pior. O camping não tem muita sombra, dai o pessoal foi acampando no canteiro central das ruas adjacentes ao evento, era barracas por todos os lados. No local oficial do camping, que fica uns 100 metros do evento, bem na beira do rio, havia banheiro fixo, e dois químicos, para MUITAS pessoas, a solução foi pagar para as gurias usarem os banheiros dos bares e restaurantes das proximidades.

Não posso comparar esses inconvenientes do camping que vivi em 2017 com 2016, pois em 2016 fiquei em uma pousada, então não vivenciei o camping. Tenho muitos relatos de amigos, inclusive do Marcelo, que não estava assim, que era muito bom, por isso considero esses problemas somente desta edição (2017), por causa da verba que deveria ser menor para 2017.

Então, não vale a pena ir no Jaguarão Motofest? CLARO QUE VALE, e se vale. O evento é muito tradicional, e muito bom, esses problemas que passei em 2017 nunca vão me fazer perder a vontade de prestigiar esse evento, não perco por nada e se alguém me perguntar se vale a pena ir, sem dúvidas responderei, vale sim, vale muito.

2018, Jaguarão é meu destino certo, não perco por nada!

Boas estradas e boas rodagens para todos. FUI.


Resumo pontuação

Gostei: Várias opções de lojinhas, tinha várias mesmo, com grande variedades de artigos motociclísticos, show de manobras, excelente bandas.
Não Gostei: Pouca Infraestrutura, haviam muito poucos banheiros químicos, não estava organizado dentro do evento que dificultou a circulação de motociclistas e pessoas, camping oficial com pouco ou nenhuma infraestrutura, nem era coberto, camping espalhado pela cidade exageradamente.

Placar: 41/100 (Tem espaço para melhorar)
Mais detalhes do placar na página 2.